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sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Yin e Yang e os Cinco Elementos




A base da teoria de yin e yang é a harmonia e o equilíbrio. As forças de yin e yang são o pilar central do pensamento chinês. Considera-se que estas forças afetam tudo no universo, incluindo a nós mesmos.

Assim, Yin e Yang representam:



YIN 
Feminino/ Escuro/ Passivo/ Frio/ Negativo/ Terra/ Água 

YANG
Masculino/ Claro/ Ativo/ Quente/ Positivo/ Sol/ Fogo 


Desta forma, yin e yang são os opostos que criam o todo. Cada um deles não pode existir sem o outro e nada é completamente um ou o outro, em nenhum momento. A vida só é possível por causa da interação entre estas forças. Não podem subsistir um sem o outro. 

O corpo, a mente e as emoções estão sujeitos às influências de yin e yang. Quando as duas forças adversárias estão em equilíbrio nos sentimos bem, mas se uma força dominar a outra se provoca um desequilíbrio que pode resultar em doença. 

O desequilíbrio entre yin e yang, traduzido pelo excesso ou deficiência de um ou de outro, gera a patologia. Esta desarmonia gera uma série de sinais e sintomas físicos e mentais que são identificados através da história clínica e do exame físico do indivíduo, fornecendo os subsídios necessários para a identificação do padrão de desarmonia. Após a identificação destes padrões, o paciente poderá ser tratado com qualquer um dos recursos que a MTC oferece: acupuntura, massoterapia, entre outros. O tratamento das doenças é o restabelecimento do equilíbrio. 

Muitos dos órgãos principais do corpo são classificados em pares de yin e yang, que trocam influências saudáveis e insalubres. 

As manifestações clínicas de Yin e Yang são representadas assim:

YIN 
Sinais 
Doença crônica 
Início gradual 
Alteração lenta do quadro 
Frio 
Sonolência, apatia 
Face pálida 
Voz fraca 
Fala pouco 
Respiração lenta e superficial 
Ausência de sede 
Urina clara 
Diarréia 
Língua pálida 
Saburra branca 
Pulso vazio 

YANG
Sintomas 
Doença aguda 
Início rápido 
Alteração rápida do quadro 
Calor 
Agitação, insônia 
Rubor facial 
Voz alta 
Fala muito 
Dispnéia 
SedeUrina escura 
Constipação 
Língua vermelha 
Saburra amarela 
Pulso cheio 


Yin e yang também fazem parte da teoria dos oito princípios da Medicina Tradicional Chinesa. Os outros seis princípios são: frio e calor, interior e exterior, deficiência e excesso. 

Estes princípios permitem ao acupunturista usar o yin e o yang com maior precisão, para obter melhores resultados no diagnóstico e no tratamento dos doentes. 


Acredita-se que no mundo natural existem cinco elementos denominados: madeira, fogo, terra, metal e água. Os fenômenos do universo correspondem a esses elementos, estando em um estado de constante movimento e mudança. Assim, o alimento necessita da água e do fogo, a produção conta com a madeira, que dá origem a todas as coisas, e tudo é utilizado pelo homem. O caráter da madeira é crescer e florescer, o do fogo é queimar e ascender, o da terra é dar origem a todas as coisas, o do metal é descender e estar claro e o da água é ser fria e fluir na direção descendente. 

Os fenômenos naturais como as estações, as direções, as cores, os sabores, os climas, os planetas, os animais domésticos, os grãos e os estágios de desenvolvimento foram agrupados de acordo com as propriedades semelhantes dos cinco elementos. Parte-se do princípio de que um elemento pode gerar outro e que cada um tem seu elemento controlador, onde tudo gira num círculo contínuo de geração e controle mútuo. Assim, a madeira gera o fogo, que gera a terra, que gera o metal, que gera a água, que gera a madeira. Esta relação é conhecida como “mãe e filho”. Enquanto que a relação de “controle” ocorre na seguinte ordem: a madeira controla a terra, que controla a água, que controla o fogo, que controla o metal, que controla a madeira. Estes dois aspectos de geração e controle são inseparáveis e indispensáveis da teoria. Outro aspecto é a contra-dominância, na qual o elemento que deveria dominar passa a ser dominado. Como exemplo, o metal que controla a madeira, na contra-dominância, passa a ser dominado por ela. É um ciclo patológico 

Na aplicação desta teoria na MTC, a classificação dos fenômenos é utilizada para explicar tanto a fisiologia como a patologia do corpo humano. Cada órgão e víscera pertencem a um elemento e cada um é capaz de gerar e controlar outro. Assim, Gan (Fígado) pertence à madeira e gera Xin (Coração) que pertence ao fogo, que gera Pi (Baço-Pâncreas) que pertence à terra e gera Fei (Pulmão), que pertence ao metal, que gera Shen (Rim), que pertence à água e gera a madeira. 

Relação Entre os 5 elementos e o Corpo Humano:

Elemento Madeira
Órgão: Fígado 
Víscera: Vesícula Biliar 
Sentido: Olhos 
Tecido: Tendões 
Emoção: Irritabilidade 
Cor: Verde 
Clima: Vento 

Elemento: Fogo
Órgão: Coração/ Mestre do Coração 
Víscera:Intestino Delgado/ Triplo Aquecedor 
Sentido: Língua 
Tecido: Vasos Sanguíneos 
Emoção: Alegria 
Cor: Vermelho 
Clima: Calor 

Elemento: Terra
Órgão: Baço/ Pâncreas 
Víscera: Estômago 
Sentido: Boca 
Tecido: Músculos 
Emoção: Preocupação 
Cor: Amarelo 
Clima: Umidade 

Elemento: Metal
Órgão: Pulmão 
Víscera: Intestino Grosso 
Sentido: Nariz 
Tecido: Pele e pêlos 
Emoção: Tristeza 
Cor: Branco 
Clima: Secura 

Elemento: Água
Órgão: Rim 
Víscera: Bexiga 
Sentido: Ouvido 
Tecido: Ossos 
Emoção: Medo 
Cor: Preto 
Clima: Frio

Ressonância Magnética Funcional Comprova a Eficácia da Acupuntura

A cura de doenças pela acupuntura sempre foi um mistério para a ciência. Mas o neurocientista canadense Bruce Pomeranz, da Universidade de Toronto, já tinha compreendido há mais de vinte anos como é possível controlar a dor com as picadas.
Existe uma célula na coluna vertebral chamada interneurônio. A sua função é evitar que o cérebro seja avisado da dor em situações em que isso prejudicaria o indivíduo. Por exemplo, um sujeito que tem a perna quebrada e precisa se safar rápido de um acidente. Assim, quando se estimula um certo tipo de terminação nervosa logo abaixo da pele, o interneurônio é induzido a entrar em ação, bloqueando o caminho da dor no corpo inteiro.
Os pontos de acupuntura, conhecidos há milhares de anos, são justamente os lugares da pele com maior concentração de nervos que ativam esse mecanismo.Isso justifica o sucesso da terapia no tratamento de dores.
Como foi visto acima, existiam algumas esplicações para a eficácia da acupuntura, mas foi somente no ano de 1998, que o cientista físico coreano Zang-Hee Cho, da Universidade da Califórnia, comprovou que certos pontos na pele estão ligados a órgãos internos. A pesquisa, realizada pela equipe de Cho, comprovaram que os pontos da acupuntura estão ligados, através do cérebro, a importantes órgãos internos e funções do corpo.
Na pesquisa, foi espetada a lateral do pé de um voluntário e girada a agulha devagar. Na tela do computador, pelo método da ressonância magnética funcional, onde se vê a imagem do cérebro, acendeu-se uma área, sinal de que ela entrou em atividade. Só que o campo iluminado não regia o movimento dos pés nem processava a dor da picada e sim, tratava-se da parte do córtex que controlava a visão.
Há 5 mil anos, quando criaram a acupuntura, os chineses não sabiam que o cérebro regia todo o organismo. O sistema que inventaram pressupunha a existência de doze meridianos (canais de energia que conectariam os órgãos), sobre os quais se localizam 1.500 acupontos. A tradição diz que, com as agulhas, podemos reorganizar a energia que circula nesses canais. Acontece que ninguém nunca viu um meridiano. A idéia de que, em vez de uma estrada energética invisível, sejam terminais nervosos, através do cérebro, que ligam o pé aos olhos, como demonstraram Cho e seus colegas, é mais respeitada para a medicina ocidental.
Um hormônio importante é a adrenalina, que é liberada quando tomamos um susto. Ela nos deixa alertas, mas também agitados e estressados. Aí, a acupuntura pode ajudar, controlando os níveis de adrenalina no sangue e deixando os anticorpos livres para agir. E há ainda um outro possível efeito. O estímulo pode agir no bulbo cerebral, que manda nos neuroquímicos, afirma Cho, referindo-se às proteínas que tornam possível a transmissão de impulsos entre um neurônio e outro. Se os acupunturistas as controlam, podem bloquear a dor das doenças ou aliviá-las.
Diz a lenda que, 5 mil anos atrás, um soldado chinês foi ferido no tornozelo durante uma guerra contra os mongóis. O agressor não o matou, mas fez algo bem mais importante: realizou a primeira aplicação de acupuntura. Ele acertou o ponto anestésico e curou uma enxaqueca que atormentava o adversário. É assim que os chineses narram o surgimento de sua medicina. Os doze meridianos teriam sido traçados a partir desse primeiro acuponto. Espetando-o com uma agulha, o paciente sente um choque que vai até outro ponto. Estimulando esse segundo, o choque leva ao terceiro, e assim por diante. Hoje, os 1.500 acupontos são acionados com agulhas finíssimas de aço inoxidável, com 1 a 12 centímetros.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a terapia aos países-membros. Dos 1500 acupontos espalhados pelo corpo, a OMS comprova a eficácia de 360. Seguindo esse conselho, o Brasil foi o pioneiro no Ocidente em reconhecer essa prática.
A acupuntura quase deixou de existir no começo deste século. Em 1912, sob influência dos ingleses, a China baniu as terapias tradicionais. Assim, em 1949, havia só 40 000 médicos para atender 500 milhões de habitantes. Naquele ano, Mao Tsé-tung (1893-1976) liderou a revolução comunista. Um de seus primeiros atos foi reabilitar os terapeutas até então ilegais, transformando-os em agentes de saúde. Mao também criou faculdades e institutos de pesquisa do método tradicional, além de um sistema que integra as duas medicinas, no qual os pacientes podem escolher a sua preferida.
Hoje, a acupuntura é oficial também no Japão e na Coréia e há terapeutas em praticamente todo o mundo. Só nos Estados Unidos, onde foi introduzida nos anos 70, entre 9 e 12 milhões de pacientes recorrem às agulhas anualmente. Com a pesquisa de Cho, elas podem confiar que não estão recorrendo a um curandeirismo, e sim a uma técnica médica comprovada.

Fonte: http://super.abril.com.br/superarquivo/1999/conteudo_78090.shtml